Independência do Brasil e Primeiro Reinado

Independência do Brasil:

      Como vimos na última página, a independência do Brasil foi um processo iniciado a partir da Revolução Liberal do Porto, que levou ao rompimento entre Brasil e Portugal, no dia 7 de setembro de 1822, tendo como grande marco o grito da independência que foi realizado por D. Pedro I, às margens do Rio Ipiranga. Com a independência do Brasil declarada, o país transformou-se em uma monarquia com a coroação de D. Pedro I.


Primeiro Reinado Brasileiro

      O Primeiro Reinado Brasileiro (1822-1831) foi um período fundamental na formação do Brasil como nação independente. Dom Pedro I, que proclamou a independência em 1822, se tornou o primeiro imperador, estabelecendo uma monarquia constitucional com a Constituição de 1824.

Aspectos políticos:

       1. Independência e Constituição: A independência gerou tensões internas, com a nova constituição concentrando poder no imperador e criando um sistema de três poderes.

      2. Conflitos Internos: O governo enfrentou revoltas como a Confederação do Equador (1824) e a Revolta dos Malês (1835), refletindo insatisfações populares e a rivalidade entre liberais e conservadores.

    3. Centralização e Abdicação: A centralização do poder por Dom Pedro I gerou resistência e crises políticas. A pressão popular culminou em sua abdicação em 7 de abril de 1831. 


   Aspectos econômicos:

     1. Agronegócio e Café: A produção de café começou a se expandir, especialmente na região Sudeste, se tornando a base da economia brasileira. O cultivo do café atraiu investimentos e imigração, impulsionando a economia e criando novas dinâmicas sociais.

    2. Dependência do Comércio Exterior: Apesar do crescimento do café, o Brasil ainda dependia fortemente do comércio exterior. As exportações eram essenciais para a arrecadação de impostos e para a manutenção do governo imperial. O país exportava principalmente produtos primários, como açúcar e tabaco, o que limitava a diversificação econômica.

   3. Crises Financeiras: O Primeiro Reinado também enfrentou crises financeiras, exacerbadas por guerras e gastos excessivos do governo. A dívida pública aumentou, e a inflação começou a afetar a economia, gerando insatisfação social.

   4. Infraestrutura e Transporte: A falta de infraestrutura adequada dificultou o escoamento da produção agrícola. O governo imperial tentou investir em melhorias, como estradas e portos, mas os avanços foram lentos e limitados.


Aspectos Sociais:

      1. Poder das elites e escravidão: A sociedade do Primeiro Reinado era dominada pelas elites rurais, proprietárias de terras e escravos, que controlavam a economia e política. A escravidão era central para a produção agrícola, e as tensões em torno desse sistema refletiam tanto na vida interna quanto em pressões externas pelo fim do tráfico negreiro.

   2. Movimentos populares e revoltas: As camadas populares, formadas por trabalhadores livres e escravizados, tinham pouca participação política e manifestavam insatisfação em revoltas como a Confederação do Equador (1824), que contestava a centralização do poder e a exclusão das províncias.

     3. Cultura urbana e influências estrangeiras: O Rio de Janeiro, como capital, recebia influências culturais estrangeiras, principalmente da Europa. Isso trouxe mudanças urbanas e sociais, mas também gerou atritos com a população local, insatisfeita com os altos impostos e a centralização do poder.

    4. Crise política e abdicação de Dom Pedro I: A crescente insatisfação com a centralização e a má gestão econômica resultou na crise política que levou à abdicação de Dom Pedro I em 1831. Esse evento expôs a fragilidade do regime e abriu caminho para o turbulento Período Regencial.

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